quinta-feira, 12 de junho de 2008

Conheça as etapas externas de resturo da Igreja Santíssima Trindade

Na manhã de 12 de junho, visitei o canteiro de obras da revitalização de Igreja Santíssima Trindade. Apesar da chuva constante, foi possível fazer o registro das imagens digitais, as quais mostram a dedicação do cidadão operário, interessado na execução do projeto de revitalização.Igreja Santíssima Trindade, uma edificação que remonta os anos 20, face a presença dos imigrantes suábios húngaros.
Vista da parte lateral, cujo tapumes escondem a ação dos restauradores, que no anonimato revitalizam um raro Patrimônio Histórico do Brasil, um momento ímpar na história de Jaraguá do Sul, em 132 anos.
Depois de recuperado o telhado, foi colocado a calha. A presença dos andaimes mostram a intervenção dos restauradores e pintores, que afinalizarem o restauro, devolverão à sociedade jaraguaense, uma rara obra de raro valor cultural e patrimonial.
A pintura é a última etapa da revitalização da edificação desta construção histórica, que é um tributo de fé e uma homenagem aos imigrantes suábios húngaros.
Entrada principal da Igreja Santíssima Trindade, a qual está em via de restauro. Em todo este local há intervenção dos restauradores.
Os operários executando pequenas obras de melhorias de acesso ao interior da Igreja. As imagens revalam o ritmo do andamento da obra.
Uma escada nova está sendo construída no local de acesso à entrada principal da Igreja. Com esta intervenção, o local apresentará um novo visual.
Rancho construído provisoriamente, para guarda dos apetrechos e do material de construção, o qual está sendo utilizado diariamente pelos restauradores.

Equipamentos diversos auxiliam o restauradores, os quais tem responsabilidade de revitalizar a edificação de acordo com os padrões técnicos, a identidade religiosa e a memória da presença do catolicismo, no Jaraguá 84, dede 1891.
O entorno da Santíssima Trindade, no Vale dos Suábios Húngaros
Avança progressivamente, a cada dia, as etapas de revitalização, no Jaraguá 84, da Igreja Católica Santíssima Trindade.
É importante apresentar, nesta etapa, imagens digitais do entorno deste mais rico patrimônio religioso de nossa cidade, um ícone da imigração suábia húngara na região da grande Garibaldi. Veja, a seguir o acervo fotográfico o qual levantei em minha recente visita ao local:
Do pátio da Igreja Santíssima Trindade avistamos a imponente edificação da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Comunidade São Lucas. Todavia, os descendentes de suábios húngaros mantém boa convivência com os luteranos
Uma pequena estrada de chão batido dá acesso à pequena colina, onde se localiza a edificação do patrimônio religioso em resturo.
O Salão Comunitário está integrado ao patrimônio religioso. O local serve para realização de encontros, festas de igreja, jantares dos idosos, café colonial e a noite das sopas dos suábios húngaros.
A imagem mostra uma plantação de bananeiras, a qual esconde a Casa de Comércio Marquardt Theilacher, com mais de 50 anos de vínculos com a comunidade.
Nos fundos há uma linda propriedade rural, onde os pastos verdes alimentam os animais domésticos da pecuária. A Mata Atlântica e as plantações de banana reforçam as raízes do pioneirismo dos suábios húngaros.
Ás margens da via asfaltada JGS Elsa Trapp Meier, bem defronte à edificação da Igreja, há uma propriedade rural e um conjunto de ranchos, os quais ficam próximo ao Rio Jaraguá.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Jantar dançante no Jaragua Alto foi em abril para celebrar a unidade suábia húngara em Jaraguá do Sul

Em abril, em Jaraguá Alto, na sede do Salão Comunitário "Santo Estevão", aconteceu o jantar dançante da Associação Húngara e do Grupo de Danças Dunántúl, com o objetivo de aproximar a entidade da sociedade jaraguaense, para difusão da cultura suábia húngara.
Para o evento que aconteceu a noite, foi preparado pratos típicos da culinária húngara regada a muito vinho, chope da marca jaraguaense. Aliás, atualmente o chope é uma bebida muito apreciada na Hungria. No Brasil os suábios suábios húngaros, ainda mantem esta tradição de apreciar o bom chope, costume que remonta o século XVIII, quando esses ainda habitavam o Sul do atual território da Alemanha (Baviera).
Uma exposição de peças de indumentárias e acervo fotográfico foram mostrado num espaço cultural montado para a ocasião, visto a revelar a trajetória do Grupo de Danças "Dunántúl", em suas apresentações internacionais, Hungria (2001/2007) e Bueno Aires (2006).
Paralelo, aconteceu apresentações de danças infantis, canto húngaro pela juventude ao público, bem como o baile foi regado a música do folclore regional e contemporânea.
A seguir, o acervo revela imagens dos preparativos do evento festivo:
Num pequeno local, foi organizado uma exposição, que enalteceu a trajetória dos 13 anos da Associação Húngara, de Jaraguá do Sul.
Mesas diversas foram distribuídas no interior do Salão Comunitário de Santo Estevão, para receber o público convidado, que veio prestigiar a cultura húngara, dos suábios do Danúbio.
Durante todo dia, as Sras trabalharam na cozinha, com intuíto de oferecer aos convidados a herança alimentar dos antepassados da Província Húngara. Muitos dos sabores de mesa dos suábios húngaros foram adptados à realidade local do Jaraguá Alto.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Suábios do Danúbio também são exímios participantes e promotores da cultura do Tiro Rei

A comunidade do Jaraguazinho há 25 km do Centro de Jaraguá do Sul, também concentra um número significativo de ascendentes da etnia suábia húngara. Esse grupo tem o seu diferencial por estar ligada a prática do Cristianismo Protestante, Igreja Luterana no Brasil e Igreja Luterana do Brasil; e são praticantes do tiro esportivo, igual tradição dos alemães, mantendo inclusive uma instituição congênere, a Sociedade Esportiva Recreativa Independência, fundada em 1º de setembro de 1957.
Foi no sábado, 31 de maio de 2008 aconteceu a festa do Tiro Rei do Sr Osmar Schmidt, um descendente de suábio húngaro, o qual recepcionou convidados e associados, numa bonita festa, com atrativos gastronômicos e muita dança, ao som da Banda Estrela D’alva, da cidade de Piratuba, próxima a Concórdia (SC).
É nesta região da grande Garibaldi, que os suábios húngaros revelam o seu diferencial, pois estes mantem muito próximo, as tradições dos grupos étnicos dos alemães e pomeranos. Este grupo étnico, no passado partiu do Sul da Alemanha (Baviera) a Província Húngara, no transcorrer do século XVIII, na Era da Imperatriz Terezia, a qual autorizou a entrada de quatrocentos mil alemães, a título de colonização, pois esta Província era na época um vazio demográfico, fruto de inúmeros conflitos sangrentos entre estes e os turcos otomanos.
No transcorrer do século XIX, última década, este grupo étnico já havia assimilado parte dos valores do povo magiar, embora mantivesse o “espírito alemão”, nas artes e na literatura. Mas com a experiência de vida acumulada, este humilde povo sofredor, por intermédio do Imperador Francisco, o qual estabeleceu acordo emigratório com D. Pedro II, para que os mesmos fossem aceitos na condição de emigrantes no Império Português, em território brasileiro.
De fato, a sensibilidade e a bondade do Imperador D. Pedro II transpareceu numa visita simbólica, quando realizou a Europa, navegou nas água do Rio Danúbio e chegou a sede da Província húngara. Na visita, as autoridades dos dois governos protocolaram as diretrizes de um acordo, que celebrou o inicio do processo emigratório, que autorizava a saída de parte da população considerada magiar, mas em sua maioria eram suábios do Danúbio ou da Hungria , os quais poderiam sair da Europa, rumo a América, ao Império Português e iniciar uma nova fase na história de sua trajetória.
No conjunto do grupo de emigrantes vindos da Província Húngara à Colônia Jaraguá, vieram famílias bávaras, destacando-se: Wolf, Fischer, Schmidt, Schwarz, Scheuer, Hen entre outras, as quais trouxeram consigos, indicadores e valores, permeados de representações da cultura germânica e magiar, enriquecendo a cultura regional, no Vale Itapocu, nas terras de domínio da Princesa Isabel.
Hoje, ao completar 117 anos de presença deste grupo étnico em nossa cidade, ainda encontramos as representações e manifestações culturais deste povo, como neste caso específico, a tradição do Tiro Rei, cuja cultura em território húngaro não é mais difundido, visto que a Província Húngara transformou-se num nação democrática e desenvolvida, tendo sua própria identidade civilizatória, no Leste europeu, com ricos referenciais étnicos, embora tenha pago um preço muito alto por esta conquista.

Stand de tiro, local para a prática esportiva do Tiro Rei, que no sábado reuniu parte da comunidade suábia húngara que aprecia esta tradição.
Jogar cartas, também é um passatempo predileto dos associados e convidados, na Sociedade Independência.
O melhor da festa é também dançar ritmos musicais da cultura alemã,polcas, valsas, rancheiras, entre outras.
De Piratuba (SC), antigo distrito de Concórdia, veio a Banda Estrela D'alva, que animou o públicou sempre ao som musical por meeio de ricos acordes.
O meio de transporte da banda é um super ônibus, que viaja pelo sul do Brasil, abrilhantando festas tradicionais e folclóricas.
Os associados do Botafogo Futebol Clube (inclusive eu) da Barra do Rio Cerro, também prestigiram a tradição dos suábios húngaors e alemães, no Jaraguazinho, num clima de boa amizade e irmandade.
Familiares do Rei e voluntários, na cozinha prepararam uma farta culinária, que inclusive contemplava o strudel, prato típico dos suábios húngaros.
Num fogão à lenha preparou-se as refeições que foram consumidas pelos convidados e associados. A mobilização das senhoras foi intensa o que garantiu uma farta e bonita festa.
Mesas foram distribuídas nas proximidades das refeições, onde todos puderam-se acomodar a aprovar a especilidades das senhoras de origem alemã e suábia húngaras.
Depois de marchar um trajeto nas proximidades da Sociedade Independência, os atiradores cumprimentaram o Rei, visto que o mesmo os recepcionou com atrativos, entre bebidas e comidas.
Enfileirados, os associados e convidados do Rei do Tiro, ouviram as recomendações da casa, anúncios de outras festas, entre outros, bem como as palavras do Presidente do Clube e o Rei, o Sr Osmar Schmidt.
O comandante da marcha foi o Se Delírio Antonio Schuarz, que estreiou na função, o qual comandou com disciplina o bonito desfile.
O Sr Osmar Schmidt, Rei e os respectivos cavalheiros....

domingo, 1 de junho de 2008

Igreja Católica da Santíssima Trindade é um símbolo de resistência

A cada dia, as etapas de restauro do prédio da Igreja Católica Santíssima Trindade, no Jaraguá 84, se tornam visíveis na paisagem do bairro. O restauro garante a recuperção e a preservação do Patrimônio Histórico, cuja edificação começou no ano de 1926, sendo concluída no ano de 1929.
Este prédio estava até recentemente, sob risco de desabar, visto que a velha guarda, nao se interessava pela sua recuperação e a qual desejava a demolição, conforme registros em ata.
Superada esta fase, a edificação está em via de restauro, em função do interesse de um empresário, o qual patrocina a execução de recuperação física do prédio, de acordo com as leis vigentes no Município.
No último 31 de maio fotografei o estágio de restauro. Eis as imagens:

A parte frontal foi uma das áreas do prédio recuperada, a estrutura de alvenaria, inclusive já recebeu uma camada de pintura, proporcionando um bonito visual.
O tapume mostra uma obra em plena execução. Depois de pronto, a comunidade deverá manter por meio de promoções sociais e culturais, a estrutura do prédio, para não incorrer no erro do passado, ou seja, deixar o patrimônio abandonado, para caracterizar crime contra o patrimônio.
Uma bonita imagem renasce no horizonte do Jaraguá 84, pois a mesma completou 82 anos, um marco da cultura do povo suábio húngaro no Brasil.
O Arquivo Histórico Municipal recebeu o livro que narra a trajetória dos suábios húngarosO Sr Sidnei Marcelo Lopes, um dos autores do livro "Colônia Húngara no Jaraguá" compareceu no último 30 de maio no Arquivo Histórico Municipal "Eugênio Victor Schmöckel", para a entrega de dois exemplares do recém livro lançado em 28 de maio, na sede do Museu WEG.
A partir de agora, o público que aprecia a história de Jaraguá do Sul poderá encontrar livro que narra a trajetória da etnia suábia húngara ou, suábia do Danúbio, no Arquivo Histórico
No Arquivo Histórico de nossa cidade, além da documentação histórica há um setor de obras raras, no qual encontram-se livros de rara circulação, como o Primeiro Livro do Jaraguá, de autoria de Frei Aurélio Stulzer.
A Colônia Húngara no Jaraguá é o primeiro livro que aborda a trajetória dos suábios húngaros

Na noite de 28 de maio, o Museu WEG foi palco de lançamento do livro "Colônia Húngara no Jaraguá" de autoria dos educadores Sidnei Marcelo Lopes, Alcioni Macedo Canuto e Olga Piazera Majcher.
A noite foi sublime, pois reuniu a comunidade suábia húngara e admiradores da cultura suábia e magiar, que está presente em Jaraguá do Sul, 11 7 anos.
A presença dos suábios húngaros na sociedade jaraguaense continua significativa, no que tange a vida social e cultural, pois o grupo étnico possui há 13 anos uma associação e um grupo de danças, denominado de Dunántúl.
Veja por meio das imagens digitais, como foi a noite de autógrafo, cujo ar festivo e comemorativo estava estampado no rosto de todos:Centenas de pessoas ocuparam o espaço cultural do Museu WEG, para prestigiar os autores do livro, que originaram um obra prima para a história regional.
Integrantes do Grupo de Danças Dunántúl prestigiando o ato solene do lançamento do livro, que retrata a imigração suábia húngara na região da Estrada Garibaldi.
Olga Piazera Majcher, é uma das autoras do livro, cujas páginas narram contextos de sua familia, particularmente de Georg Wolf, emigrante alemão que residiu na Provincia da Hungria, que no final do século XIX, emigrou ao Brasil, para a Colônia Húngara no Jaraguá.
Roberto Eissler, co-autor do livro que trata da trajetória dos alfaiates no Vale do Itapocu e Silvia Regina Toassi Kita, Supervisora do Arquivo Histórico Municipal "Eugênio Victor Schmöckel", também prestigiaram a noite de autógrafos.
O Sr Alfredo Günther, Olga Piazera Majcher, Ivana Cavalcanti e Julio da Silva (esposa), todos conhecidos pelos autores, os quais vieram prestigiar o lançamento do livro.
A família Demarcki, com vínculos na genealogia e na cultura húngara, compareceram em peso ao evento festivo.
Sidnei Marcelo Lopes, o brasileiro que assumiu a cultura húngara em sua trajetória de vida e um dos autores do livro, que foi lançado na noite, aqui ao lado do Sr Dietrich Hufnüssler.
O Sr Werner Voigt e Denise Zimmermann da Silva, participando e prestigiando, os autores do livro e a Associação Húngara.
O ex-Deputado Dionei Walter da Silva também foi ao evento conhecer as páginas da história da imigração suábia húngara, na antiga Colônia Jaraguá.
Os dançarinos da Associção Húngara (Dunántúl) compareceram para testemunhar a história do lançamento do livro, que eterniza a história deste grupo étnico em Jaraguá do Sul, em 117 anos.
A Senhorita Marilene Giese, Diretora da Fundação Cultural em Exercício foi agraciada com um livro celebrando as parcerias entre a Associação Húngara e o Governo Municipal.
O Sr Mario Wasch, suábio húngaro, que viajou à Hungria em 2001, com a Associação Húngara foi contemplado com um exemplar do livro.
Vídeos revelam como foi a noite cultural de lançamento do livro, que relata a trajetória dos suábios húngaros em 132 anos, de Jaraguá do Sul:
http://br.youtube.com/watch?v=Excv8AR3VsY
http://br.youtube.com/watch?v=upfNh0Y-oew
http://br.youtube.com/watch?v=oQbjs7N9eL8
http://br.youtube.com/watch?v=TwT7JIAUJFE
http://br.youtube.com/watch?v=qKDnk8yYCHQ
http://br.youtube.com/watch?v=nJoD_cRlfIE
"Mais uma importante obra de resgate da imigração será lançada em Jaraguá do Sul. “Colônia Húngara no Jaraguá” é o título da publicação com cerca de 400 páginas, que traz um pouco da história da Hungria, do império austro-húngaro, da imigração e do retorno às origens étnico-culturais com a criação do Grupo de Danças Dunántúl e da Associação Húngara de Jaraguá do Sul, que restabeleceu o contato com o país e a região dos antepassados.
Foi um amplo trabalho de pesquisa, de entrevistas, de relatos, que demandaram meses, esforço que reuniu os professores e historiadores Olga Piazera Majcher, Alcioni Macedo Canuto e Sidnei Marcelo Lopes, eles que também são partícipes de parte da história, principalmente depois da criação da Associação Húngara.
O livro “Colônia Húngara no Jaraguá” será lançado no dia 28 de maio, quarta-feira, às 19h30min, no Museu Weg. A Weg e a Fundação Cultural estão expedindo os convites para o evento.

Eggon assina prefácio

O prefácio é assinado por Eggon João da Silva, um dos fundadores da Weg, cuja mãe era de descendência húngara.
Trata-se de uma bela obra, que homenageia a etnia magiar e a sua contribuição para a colonização e desenvolvimento de Jaraguá do Sul. A presidente da Associação Húngara, Cláudia Kitzberger, disse que o livro “é um tesouro” para a comunidade húngara".

Jornal do Vale, 23 de maio de 2008.